Mato Grosso do Sul está entre os estados com menor índice de doação de órgãos

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Recusa familiar para doação alcança 60% no estado; Paraná e noroeste paulista apresenta satisfação na doação de órgãos

Carina Yano/Tv Sobrinho –

Na noite da última quarta-feira, em Mundo Novo, aconteceu o primeiro evento do Setembro Verde – campanha de conscientização em relação a doação de órgãos, na Câmara Municipal.

A ação ocorreu através do Conselho de Segurança de Mundo Novo e trouxe o palestrante Claudemir Ferreira, de Maringá – idealizador do projeto `Vidas Gerando Vidas’.

Segundo dados recentes, a recusa familiar para a doação de órgãos chega a 60% em Mato Grosso do Sul. Dados de 2024, apontaram o Amazonas, Mato Grosso e Pará com piores índices.

Já em relação a doação, o Paraná e o noroeste paulista lidera o ranking  em relação a doação de órgãos.

O palestrante Claudemir, informou que o projeto nasceu através de uma música que ele sonhou e acabou sendo uma das cinco músicas de luto mais tocadas no país.

Claudemir diz que não tem projeto humanitário maior do que a doação de órgãos (Foto: Bruno Leal/Tv Sobrinho)

“Ontem em Maringá, nós conseguimos aprovar um projeto de lei que quem vir a óbito em Maringá, não vai pagar despesas fúnebres. E vai estar fixado em todas as áreas de saúde para a pessoa lembrar”, citou Claudemir.

“Nós temos hoje 78 mil pessoas na fila de espera. Temos 4 mil doadores por ano. O grande desafio é divulgar, porque a família tem que dizer sim. Apesar que a gente avançou, hoje a carteira de identidade nova, agora a partir deste mês, você já pode se declarar doador.”

A prefeita de Mundo Novo Rosária Andrade se pronunciou.

Foto: Carina Yano/Tv Sobrinho

“Acho importante essa palestra, para a gente ter o entendimento depois de ser feita essa doação. Aonde fica armazenado, onde fica arquivado esse processo.. para a gente saber se realmente todas as vezes que a gente faz uma doação, existe um órgão de controle. Só pra quem tem alguém ou já teve alguém próximo necessitando, precisando de um doador, que vai saber a importância.”

Claudemir também informou que apenas uma doação, pode salvar até oito vidas. “Eu não vejo que uma pessoa salva oito vidas, ela salva oito famílias”, complementou.

O evento teve a presença dos alunos da disciplina de Biologia da UEMS, da sociedade civil, autoridades do município e do CONSEG de Guaíra.

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