Espetinho do Paulo em Japorã é exemplo de um mineiro recentemente radicado no estado
Vídeo foi veiculado originalmente no Jornal Fala Sério da última quarta-feira
Jandaia Caetano/Tv Sobrinho –
O Brasil é formado por mais de 300 etnias dos povos originários (indígenas), que já residiam no que agora chamamos de país antes de 1.500, e por imigrantes de vários continentes. O Mato Grosso do Sul é um pouco do Brasil, dentro do Brasil, com migração de pessoas de vários estados.
A história similar permanece. Se o Brasil continua recebendo imigrantes, o Mato Grosso do Sul, com sua expansão econômica, também. Relatos da desenvolvimento da ‘indústria do papel’, com empresas na área da celulose, mostram que a migração para o estado permanece dentro do país.
Em Japorã, o Espetinho do Paulo é um ‘causo’ de um mineiro que veio de Montes Claros há sete anos e se adaptou a cidade, com o seu comércio funcionando na área central, ao lado da Escola Estadual Japorã.
“De uma cidade grande para uma cidade pequena é fácil acostumar. SE a gente sai de uma cidade pequena para uma cidade grande a gente quase não acostuma”, apontou Paulo, de um município com população estimada pelo IBGE de 437.601 pessoas, localizada no Norte de Minas.
Brasil, MS e a imigração
Com a mentalidade que o Brasil precisava passar por uma colonização agrícola e de que os ‘imigrantes europeus iriam civilizar o país’, o número da imigração europeia aumentou muito. Vieram os alemães em 1824 – sim, o Brasil só foi ter a liberdade dos negros em 1888 (e sem direito a terra) – os poloneses a partir de 1869, italianos a partir de 1875 e ucranianos em 1891.
Antes disto, portugueses e espanhóis já haviam vindo pra cá, além dos negros escravizados da África. Se juntaram imigrantes do continente asiático: chineses, árabes (Líbano, Síria, Palestina, Iraque e Egito), turcos, japoneses, coreanos…
Esta migração permaneceu no século XX, com o país sendo considerado receptivo para povos que sofriam grandes desastres econômicos, guerras, perseguições. Recentemente, povos da América Latina procuram o país para ‘começar uma nova vida’. Na fronteira, o fluxo recíproco com os paraguaios. E na imigração, de venezuelanos e bolivianos.
No Mato Grosso do Sul a história é de migração de povos do Sul, Sudeste (principalmente mineiros e paulistas) e nordestinos (baianos, paraibanos…). O Estado do Pantanal tem no seu DNA o mesmo espírito receptivo do Brasil e a junção de várias culturas moldam este estado que sequer completou 50 anos.
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