
Dia Mundial da Corrida é celebrado nesta quarta-feira (04)
Carina Yano/Tv Sobrinho –
A frase icônica ‘Corre, Forrest, Corre!’ do filme Forrest Gump – Contador de Histórias de 1994, é quase um resumo do significado que a corrida pode se tornar na vida de algumas pessoas.
O personagem decide de forma espontânea e sem propósito correr por três anos, dois meses, 14 dias e 16 horas, parada para comer, dormir e ir ao banheiro. Ele foi indagado do porquê estar correndo essa longa distância ou se havia um objetivo final.
A verdade era que Forrest apenas só queria correr. De acordo com o seu próprio ritmo e curiosidade.
Nesta quarta-feira (04), é celebrado o Dia Mundial da Corrida ou “Global Running Day” – o esporte é comemorado geralmente na primeira quarta-feira de junho. Em 2024, a celebração ocorreu no dia 5 de junho.
Esta data não poderia passar despercebida diante de um momento em que o esporte virou uma “tendência” no Brasil. Segundo o Relatório Anual sobre Tendências de Esporte do Strava, publicado em 2024, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking global de países com mais praticantes da modalidade, reunindo mais de 19 milhões de corredores.
Como todos já sabem essa prática traz inúmeros benefícios para a saúde física, evitando diversas doenças crônicas, juntamente com outros hábitos saudáveis. E sem contar os benefícios e apoio para a saúde mental, já bem estabelecidos pela ciência.
Mas indo além das tendências, é interessante saber que o ser humano foi evolutivamente “projetado” para correr. Os antepassados precisavam percorrer longas distâncias para escapar de predadores e ir em busca de alimentos.
Atualmente, existem inúmeras facilidades para nos tornarmos mais sedentários. O movimento faz parte de quem somos.
A corrida pode ser refúgio, uma terapia, uma meditação, ou até mesmo uma forma de organizar os próprios pensamentos. Uma conexão com nós mesmos. Para outros, a corrida pode unir e incentivar uns aos outros a prática do esporte.
Talvez mais que o prazer da liberação dos hormônios, como endorfina, está também o prazer de encontrar respostas a cada respiração durante a corrida. Ela pode ser também um momento de profundo autoconhecimento.
E trazendo para o universo para quem vos escreve, a corrida sempre foi um espaço no dia na qual eu pudesse sentir quem eu era por inteiro, além de todas as opções citadas acima. Talvez uma das melhores opções que resolvi começar a fazer aos 14 anos.
E claro, a companhia de uma boa música também era um complemento, quase que perfeito, para aquele momento onde o movimento não era apenas físico, mas, mental e quem sabe espiritual.
Nunca foi preciso o melhor o tênis ou o melhor relógio para calcular o tempo. Somente a simplicidade de decidir correr.
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