Carina Yano/Tv Sobrinho –
Carta aberta ao Jimmy
Curioso como o silêncio se fez presente naquela segunda-feira, depois que você se foi.
Eu sentia que eu me agarrava na esperança, como alguém que busca incessantemente o ar para respirar.
A manhã era fria, como você estava. A emoção passava rasgando a garganta, dura, amarga e cheia de tristeza.
Não imaginava que seria tão difícil. Parece que perdi alguém da minha família… mas você era da família. Não era apenas um cachorro.
Nesses momentos a gente pensa que a dor vai durar para sempre. Deve ser porque ela parece insuportável.
Uma das piores sensações, é a da impotência. Quando você simplesmente não tem ou não sabe o que fazer. A minha mente imaginou inúmeros cenários: e se?
Mas o que esses possíveis cenários podem mudar na realidade? Simplesmente nada.
Honestamente, comecei a sentir um pouco de culpa e me questionar se eu tinha feito o suficiente.. é, você foi cedo demais. Apenas nove anos. A vida realmente não é justa.. nem para os animais.
Eu não quero ver nunca mais, alguém, ou qualquer criatura sofrer sozinha. Acho que foi uma das piores coisas que já vi na minha vida.
Realmente, nunca estamos prontos para se deparar a morte. É forte. Por outro lado, faz valorizarmos os momentos e sentir mais o tempo.
Eu sinto muito Jimmy. Fiquei feliz de ter escolhido seu nome, combina com a doçura que você foi. Você foi bem cuidado!
Meu coração ficou quentinho porque tenho pessoas que amo por perto e principalmente por ter honrado seu fim da forma mais singela.
E mais que isso… agora você está em paz.
Te amamos pra sempre Jimmy, vamos sentir saudade.
De sua família, eternamente.
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