Programa propõe cancelamento de empresas que custeiam canais que propagam o ódio
A iniciativa “Brasil sem misoginia” visa mobilizar a sociedade para o enfrentamento ao ódio e a todas as formas de violência contra as mulheres.
Diante do aumento de casos de feminicídio, a ministra Cida Gonçalves iniciou o trabalho neste projeto que está sendo anunciado nesta quarta-feira (25).
Cida Gonçalves, em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro defendeu a importância de patrocinadores não apoiarem canais que propaguem ódio e também explicou sobre o que é a misoginia.
“É uma iniciativa que a gente começou a estudar e pensar logo no início, quando tomamos posse no governo.
Existe uma demanda.
Aumentou o número de feminicídios, de violência sexual, de todas as formas de violência.
A gente foi estudar qual a grande causa desse aumento tão disperso e diverso efetivamente.
Chegamos à conclusão de que é a misoginia, é o ódio contra as mulheres. É isso que leva a todas as formas de violência.”
A propsota é de envolver diversos setores – governos, empresas, sociedade civil, organizações não governamentais (ONGs), times de futebol, torcidas organizadas, universidades e grupos religiosos, entre outros.
Segundo a ministra, mais de 100 empresas devem assinar um termo de adesão ao Brasil sem Misoginia.
“Onde pudermos chegar, para que possamos ter uma sociedade que se mobilize, que não aceite e que não tolere o ódio contra as mulheres”.
“A gente espera que elas [as empresas] tomem uma atitude.
Temos mais de 80 canais, no YouTube principalmente, que propagam todos os dias o ódio contra as mulheres – 35 desses canais são monetizados.
O que esperamos das empresas?
Que não monetizem, que não pague esses canais para continuar fazendo o ódio.
O ódio não dá para ser financiado.”
“Outra coisa: essas empresas têm comunicação, têm propaganda, milhares de trabalhadores.
É importante que a empresa chegue e diga ‘Essa empresa não aceita misoginia, não trabalha com ódio’.
Isso fortalece o governo para fazer políticas públicas, fortalece o Congresso para pensar leis e avançar nesse processo.
A ideia é a gente acordar o povo brasileiro, homens e mulheres, porque não é uma iniciativa só para as mulheres, é para os homens também”, completou.




